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Affichage des messages du octobre, 2018

domingo à noite / dimanche soir / domingo por la noche / sunday night

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domingo à noite escuto os ruídos da cidade e depois dos fogos rapidamente não houve mais nada sim! houve silêncio naquela hora da noite não houve conversas não houve piadas não houve cachorro rosnando no passeio não houve telefones tocando não houve naquela hora da noite houve sim o silêncio chegando até mim puro e cristalino chegando até mim pelas folhas das árvores pelos folhas da bananeira pelo roçar dos meus gatos pelo balanço da samambaia naquela hora da noite compreendi intuitiva e tão seguramente que tudo passa que tudo se agita e se acalma que tudo grita e silencia que tudo passa naquela hora da noite meus gatinhos ronronaram caminhando elegantes com as patinhas de veludo naquela hora da noite compreendi que podia dormir tranquila e recomeçar um novo dia a partir daquela hora da noite porque sempre haverá um novo dia com amor © ana rossi dimanche soir j’entends les bruits de la vi

o medo olha / l'effroi regarde / el miedo mira / fear looks

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o medo olha nossos finos olhos nossas peles nossas células nossa medula o medo espreita para nos pegar desprevenidas (ainda) inocentes acreditando no inacreditável o medo fixa o seu olhar fugidio par nos controlar controlar nosso pulsar colocá-lo sob controle o medo cala (tenta) calar a voz (tenta) fechar a boca (tenta) o medo age por impulsos em nós navegando em trânsito (?) e querendo   ficar olho para ele e digo elenão   © ana rossi l’effroi voit nos fins yeux nos peaux nos cellules notre moelle l’effroi observe pour nous prendre au dépourvu (encore) innocentes croire à l’incroyable l’effroi fixe son regard fugitif pour nous contrôler controler nos pulsions les mettre sous contrôle l’effroi tait (essaie) taire la voix (essaie) fermer la bouche (essaie) l’effroi agit par pulsions en nous navigue en transit (?) et veut rester je le regarde dans les

deixar de ser ovelha / arrêter d'être une agnelle / stop being a she-lamb / parar de ser una borrega

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deixar de ser ovelha na caminhada da minha vida deixar de lado velhos pensamentos deixar de ser ovelha olhar para dentro e compreender velhos mecanismos velhos conceitos velhos medos e agir deixar de ser ovelha com medo do bicho-papão como chapeuzinho vermelho deixar de ser ovelha perscrutando o meu futuro perscrutando a minha lei pisando em terreno novo deixar de ser ovelha   © ana rossi arrêter d’être une agnelle sur le chemin dans la vie laisser de côté de vieilles pensées arrêter d’être une agnelle regarder dedans et comprendre de vieux mécanismes de vieux concepts de vieilles peurs et agir arrêter d’être une agnelle qui a peur du grand méchant loup comme le petit chaperon rouge arrêter d’être une agnelle perscrutant mon futur perscrutant ma loi marchant sur la terre ferme arrêter d’être une agnelle   © ana rossi stop being a she-lamb on the road in life leave besides old thou