quinta-feira, 2 de outubro de 2014

mystère Frontenac / mistério Frontenac



des jours envolés, des jours sans pitié, la famille toute réunie

ainsi va... la mère toute seule, veuve avant la lettre, entourée

de ses enfants, elle va, monte la pente, descente em sourdine,

et ses enfants autour d’elle restent là, pourfendus de tendresse



pour cette mère qui reste, esclave d’elle-même, sa vie s’envole

entre Jean-Louis, Danièle, Marie, José et Yves, ses enfants qui

sont là, tout jeunes, tout beaux, tout petits, tout chauds, tout

doux tant qu’il est temps avant le grand envol, la vie continue,



les enfants grandissent, et parmi eux, Yves, qui écrit solitaire

des lignes d’enfants, qui après devenu grand, deviennent des

lignes qui veulent être reconnues, la mère le choie, si petit et



encore tout petit son p’tit gars, tremblant le soir, voyant des

fantômes, des ombres d’antan revenant le visiter avant ses

septs ans, et la mère mourut, pratiquement seule, tous partis!


                                                             © Ana Rossi



dias que correm, dias sem piedade, a família reunida assim

vai... a mãe sozinha, viúva bem antes do tempo, envolvida por

suas crianças, ela vai, sobe a ladeira, desce às escondidas, e

suas crianças em torno dela aí permanecem, mortas de carinho



para com esta mãe que fica, escrava de si mesma, sua vida escoa

entre João Luis, Daniela, Maria, José e Yves, seus fillhos que

aí estão, tão jovens, tão bonitos, tão pequenos, tão quentes,

tão doces quando ainda é tempo, antes do voo, a vida continua,



as crianças crescem, e entre eles, Yves, que escreve, solitário,

linhas de criança, e que, depois de grande, se tornaram linhas

que querem ser reconhecidas; a mãe o acaricia, tão pequeno e



tão pequenino o seu filhinho, tremendo à noite, vendo até os

fantasmas, sombras de outrora voltam para visitá-lo antes dos

sete anos, e a mãe morreu, quase sozinha, todos partiram!

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