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coração de brasília / coeur de brasilia

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no coração de brasilia caminhando vou pelas quadras adormecidas pelas esquinas sem nome pelas ruas-incógnitas pelo tempo de ninguém no coração de brasilia chove lá fora e eu aqui dentro dentro de mim mesma caminhando vou abrindo caminhos despertando meu íntimo pelos caminhos vou no coração de brasilia a tempestade vai embora fica à espreita para outra oportunidade pegar no coração de brasilia sigo meu movimento no lugar de um recomeço e eu aqui a caminhar © Ana Rossi au coeur de brasilia je chemine par les quadras endormies par les coins sans noms par les rues-incognitos par le temps de personne au coeur de brasilia il pleut dehors et moi, je suis ici, dedans en moi-même je chemine oeuvrant des chemins éveillant mon être par les chemins cheminant au coeur de brasilia la tempête s’en va elle guette une au...

A Cigarra (Luiz Martins) / La Cigale (traduction de Ana Rossi)

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A CIGARRA                                                                 LA CIGALE                                                           Luiz Martins da Silva                                                  Traduction : Ana Rossi             ...

Arthur RIMBAUD, "Sangue Ruim" / "Noite do inferno" (tradução Ana Rossi)

SANGUE RUIM Tradução de Ana Rossi anahrossi@gmail.com Fonte : Arthur Rimbaud, “Mauvais sang” in Poésies, Une saison en enfer, Illuminations, [Préface de René Char, Edição organizada por Louis Forestier], Paris, Gallimard, 1999,   p. 179-187 Dos meus ancestrais gauleses tenho o olho azul e branco, o miolo estreito e a inabilidade para a luta. Encontro minhas vestimentas tão bárbaras quanto as deles. Mas não besunto meu couro cabeludo. Os Gauleses eram retalhadores de animais, os cremadores de ervas os mais ineptos de seu tempo. Deles, tenho : a idolatria e o amor ao sacrilégio ; - ah ! todos os vícios, cólera, luxúria, - magnífica, a luxúria ; - sobretudo mentira e preguiça. Tenho horror a todas as profissões. Mestres e obreiros, todos camponeses, horríveis. A mão na pluma vale a mão no arado   – Que século de mãos ! Nunca terei minha mão. Depois, a domesticidade até mesmo longe. A honestidade da mendicância me desola. Os criminosos dão noj...