domingo, 13 de dezembro de 2015

Lira Itabirana, de Carlos Drummond de Andrade / Lire Itabiraine, Traduction de Ana Rossi

Quando o poeta anuncia em seu poema "Lira Itabirana" publicado em 1984 a catástrofe ecológica que destruiu o Rio Doce em novembro de 2015


I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
III
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?


© ana rossi


Quand le poète Carlos Drummond de Andrade annonce, dans son poème "Lira Itabirana" publié en 1984, la catastrophe écologique qui détruisit le Rio Doce en novembre de 2015

I
Le Fleuve ? Doux.
La Vale? Grillages.
Mon Dieu, que de 
larmes, ces barrages !
II
Entre entreprises
Et multinationales
Que de lave !
III
La dette interne
La dette externe
La dette éternelle
IV
Combien de tonnes pour exporter
Le fer ?
Combien de larmes travesties
Sous les fers?


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