quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

claridade / clarté

claridade do dia
clarão da noite
correm nos nossos poros
a nos contemplar

fumaça que cega
flor que cura
suor que afugenta
estamos todos a caminhar

cisterna repleta
de choros antigos
abre-se ao sol do nosso luar

e assim vamos
cantando nosso cantar



 © Ana Rossi


clarté du jour
éclat de la nuit
courent dans nos pores
et nous contemplent

fumée qui aveugle
fleur qui guérit
sueur qui fait fuir
nous sommes tous en marche

citerne pleine
d’anciens pleurs
s’ouvre au soleil de notre
clair-de-lune

et ainsi, allons
chantonnant notre chanson

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