quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

catatau, para Paulo Leminski / micmac-catataou, pour Paulo Leminski

interrogando a natureza,
segue Catatau,
em sua heterogeneidade,
em seus desencantos,
em suas polissemias,
em seus gastares
e gostares
do nosso Brasil

indagando Renato Cartésius,
René Descartes,
segue este catatau
com a fauna a descoberto,
com a flora em transe,
dentro do florão da língua brasileira
sempre em construção

esperando o polonês
Arciszewski
junto às descordenadas artesianas,
e dos quinze pontos nos iis,
catatau segue,
estruturando visões

a espera fica,
qual em Beckett,
espera-se Godot,
e nessa espera,
vamos observando
nossas geminianas idéias
pela fala densa
que não respeita
nem pontuação.

seguimos com as metáforas,
expressões idiomáticas,
que constróem nosso ser social
que chamamos de Brasil
nesse catatau


© Ana Rossi

interrogeant la nature,
micmac-catataou suit,
dans son hétérogénéité,
ses désenchantements,
ses polysémies,
ses aimers
et ses amants
de notre Brésil

interrogeant Renatus Cartesius,
René Descartes
suit ce micmac-catataou
la faune à découvert,
la flore en transe,
au coeur de la langue brésilienne
toujours en construction

attendant le Polonais
Arciszewski
auprès des décoordonnées artésiennes,
et des quinze points sur les ii,
micmac-catataou suit,
structurant des visions

l’attente demeure,
comme chez Beckett,
on attend Godot,
et dans cette attente,
nous observons
nos idées jumelées
par le parler dense
qui ne respecte
même pas de ponctuation.

nous suivons avec les métaphores,
les expressions idiomatiques
qui construisent notre être social
appelé Brésil

dans ce micmac-catataou

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